Diferença entre metais de transição interna e externa

Na área da metalurgia, os metais de transição desempenham um papel essencial devido às suas propriedades e aplicações variadas. Esses metais são frequentemente classificados em dois grupos principais: metais de transição interna e metais de transição externa. Neste artigo, iremos explorar as características e diferenças entre esses dois grupos, destacando suas propriedades distintas e aplicações relevantes.

Diferença entre metais de transição interna e externa

Conheça agora um pouco mais sobre os metais de transição interna e externa e como eles diferem em termos de propriedades e aplicações.

Metais de Transição Interna

Os metais de transição interna são encontrados nas duas últimas séries da tabela periódica, que são conhecidas como as séries dos lantanídeos e actinídeos. Esses metais possuem uma configuração eletrônica característica, onde os elétrons de valência são preenchidos nos orbitais “f” e “d”. Os elementos dessas séries são frequentemente chamados de “metais de terras raras” e “metais transurânicos”, respectivamente.

Uma característica distintiva dos metais de transição interna é sua tendência a formar compostos estáveis com complexos de ligantes, devido à presença dos orbitais “f”. Essa propriedade é útil em várias aplicações, como em catalisadores, emissores de luz (fósforos), eletrodos de baterias recarregáveis, materiais supercondutores e em dispositivos eletrônicos avançados. Exemplos comuns de metais de transição interna incluem o lantânio (La), o túlio (Tm), o urânio (U) e o plutônio (Pu).

Metais de Transição Externa

Os metais de transição externa são os elementos situados nas séries de transição do bloco “d” da tabela periódica. Esses elementos têm em comum a configuração eletrônica característica de preenchimento dos orbitais “d”. Os metais de transição externa são conhecidos por suas propriedades mecânicas, condutividade elétrica e térmica, além de uma ampla gama de cores quando estão na forma de compostos. Essas características tornam esses metais extremamente versáteis em diversas aplicações industriais e tecnológicas.

Devido à sua alta resistência, os metais da categoria são amplamente utilizados na indústria de construção, fabricação de automóveis, aeroespacial e eletrônica. Eles são usados na produção de ligas de alta resistência, fios condutores, componentes eletrônicos, peças de máquinas e equipamentos, entre outros. Alguns exemplos notáveis de metais de transição externa incluem o ferro (Fe), cobre (Cu), zinco (Zn), prata (Ag), ouro (Au) e platina (Pt).

Comparação entre metais de transição interna e externa

Embora tanto os metais de transição interna quanto os de externa compartilhem algumas características comuns, como a capacidade de formar íons com múltiplos estados de oxidação e a capacidade de formar ligas, há algumas diferenças distintas entre eles. Essas diferenças podem ser resumidas na tabela abaixo:

Os metais de transição interna e externa são componentes cruciais da indústria, cada um com suas próprias propriedades e aplicações. É importante compreender as diferenças entre esses dois grupos de metais de transição, a fim de explorar seu potencial máximo em termos de desenvolvimento de ligas, fabricação de produtos de alta qualidade e avanços tecnológicos. A compreensão dessas características distintas permite que engenheiros, cientistas e pesquisadores utilizem esses metais de forma mais eficaz e eficiente, promovendo o progresso contínuo na indústria de metais e suas aplicações.

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